terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sobre a morte

"O cortejo dos baianos dava parecença com uma festa. No sertão, até enterro simples é festa.

Às vezes eu penso: seria o caso de pessoas de fé e posição se reunirem, em algum apropriado lugar, no meio dos gerais, para se viver só em altas rezas, fortíssimas, louvando a Deus e pedindo glória do perdão do mundo. Todos vinham comparecendo, lá se levantava enorme igreja, não havia mais crimes, nem ambição, e todo sofrimento se espraiava em Deus, dado logo, até à hora de cada uma morte cantar. Raciocinei isso com compadre meu Quelemém, e ele duvidou com a cabeça: - 'Riobaldo, a colheita é comum, mas o capinar é sozinho...' ciente me respondeu."

2 comentários:

_ disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Guto Respi disse...

Eu apaguei a primeira. havia mudado meu nome no blog e só vi aqui.
bom, eu ia dizendo...

"(...)a colheita é comum, mas o capinar é sozinho(...)".

Demais!
Abraços