segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Há bem mais sóis crestando entre as estrelas...

No infinito , do vão do espaço, se espaça o tempo,
não há cansaço ! No infindo imenso de um tempo aço, se espessa o vão que liberta o traço, forte num abraço !
Há muito mais do que esperamos ser, tem mais além de onde podemos ver ... Mais muito há do que pensamos ter, além do mais do que queremos crer !
Há bem mais sóis crestando entre as estrelas ! Vamos andando por aí ...
Brilhar é o espaço siderar !
Há bem mais sóis ...
Há bem mais sóis, crestando entre as estrelas.



Confusos, tentamos vê-las! Confusos, tentamos tê-las ! Confusos, tentamos ser: As estrelas !!!

( música maraviloooooosa do Mestre Ambrósio)





Apresentação do Grupo Flor de Batuque,


com fugurino da Nega Fulô hihihi


Lindas as meninas-flores!!!










Que a semana seja de muitos sois... crestando entre as estrelas!

... e muitas flores, e muitas alegrias!












domingo, 1 de novembro de 2009

É, EU CORRO O RISCO!!!

" Se vc nunca sentiu medo, vergonha ou dor é pq nunca correu riscos!"
De vez em quando essa sorte do dia aparece no orkut nosso de cada dia rsrs E convenhamos... ela faz o maior sentido. Pelo menos pra mim q morro de vergonha de um monte de coisa q quando vou ver já fiz e não tem mais jeito... pessoas impulsivas, tomadas pela emoção do momento, movidas pelo ímpeto vibratório das sensações repentinas costumam sentir vergonha. Eu sinto!

Sobre o medo, quando ele aparece, me faz pensar, principalmente a noite, antes de dormir. É desafio pra enfrentar, obstáculos pra superar, atitudes pra tomar.... O medo vive rondando. Mas a covardia, não!!!! Alguém tem idéia da etmologia da palavra covarde? Dei uma olhada agora, pra poder escrever sobre isso, e descobrri que vem do francês antigo, coart, hoje couard, ou cauda arqueada - o popular rabinho entre as pernas. A gente leva uma bordoada daquelas da vida e fica assim, igual a um cachorrinho, com o focinho pra baixo e o rabinho encostado na barriga. Além de ficar com um baita medo de erguer a cabeça outra vez. Vai que lá vem bordoada de novo... Acho que é assim que estagnamos. Portanto, cuidademos do nosso medo, ou ele pode nos vencer!
Já em relaçõa a dor, essa, graças ao bom Deus, não é uma constante, mas é claro, inevitável, principalmente pra quem "corre o risco".

Quem corre o risco, sabe que tem q ter a alma limpa e o coração valente. Depois é só ir "fondo" e pronto! Ir fondo???? Calma, deixa que eu explico: - Dizem q essa expressão, "fondo", surgiu com o Garrincha. Não sou especialista em assuntos esportivos, mas me contaram uma vez, que depois de uma brilhante partida, daquelas em que o jogador fez uma sucessão de dribles absolutamente fantásticos e geniais, um repórter de campo, daqueles bem chatinhos, queria que ele explicasse com todos os detalhes como ele tinha relizado tais grandes feitos. E o jogador meio encabulado, explicou: "Olha, eu não sei bem direito, só sei que eu fui fondo, fui fondo, fondo, até que consegui fazer o gol..."

Eu acho q coragem é assim, é quando a gente vai fondo rsrs

Não importam as dificuldades e as chateações, o negócio é ter certeza de que o caminho é seguir em frente, e que se a gente for pra valer, mesmo com muito medo, esse vai ser o melhor caminho.







"É, eu corro o risco" é o blog do Guto. Que eu adoro!

Pq ele é bem humorado, pq ele inventa, pq ele é leve,

pq seus desenhos falam e riem. Beijo pra ele!


Esse post é pra mim mesma rsrs (sério) e pra minha amiga Andréia, que não vai escapar dessa. Andréia, minha amora, vc vai ter que correr o risco! Bjo no seu coração!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Tempos Modernos... cansei!!! (mesmo!)

Acabo de chegar em casa elééééétrica, depois de uma segunda feira inquieta... Vejam bem a situation: Pra começar é segunda-feira, e isso basta, imagina então, depois de uma semana de saco cheio(cheio não, lotado, transbordante), e primeiro dia de horário de verão ainda por cima! Morri de sono o dia inteiro, e pra conseguir existir hoje, tive que tomar baldes de café, e foi assim, movida a muita cafeína que conseguir sobreviver. Resultado: um zumbi elétrico, insone, sonhando com uma banheira de diva pra afundar no meio da espumar tomando muuuuuuita champangne!!!



É verdade! CAN-SEI! Há tempos que tenho me sentido o verdadeiro Carlitos em "Tempos Modernos", sendo devorado pela crise "financeiro-emocional-político-moderna e etcteriana" vivida pelas pessoas nos dias de hoje. "Tempos Modernos" é um filme engraçado, mas não é alegre. Nessa obra prima do cinema mundial, Charles Chaplin descreve a profunda melancolia da vida moderna com boas doses de humor provocadas por seu personagem Carlitos.


O relógio, ícone dos dias atuais, "corre corre corre" empurrando o tempo para frente. Os homens enlouquecidos, voam atrás do tempo que não desejam perder. O tempo, rindo de toda essa bobagem, passa ainda mais rápido, deixando os pobres a comer poeira! Enfim, o fato é que nessa eterna luta contra o tempo, os seres humanos desgastam suas relações interpessoais, tornando-as cada vez mais frias, duras e impessoais, merglhadas no pensamento egoísta da época moderna. A rapidez é essencial na vida desses seres modernos. O tempo, sarcasticamente continua rindo: "corram, ou devoro-os!!!!" O homem então constrói máquinas para agilizar e apressar sua vida. Surgem as grandes indústrias, com seu massacrante processo de reprodução mecânica. Máquinas trabalhando, homens desempregados e, é claro, dinheiro para os grandes empresários - donos das máquinas. Para os governos, ótimo: mais dinheiro para suas "máquinas do Estado". Com toda essa confusão, o Carlitos, coitado, enlouquece. Corre como os outros mortais atrás atras de emprego. Mas existe o outro lado da questão que é aonde onde quero chegar. Como quem tem emprego pode se tornar um desempregado, Carlitos também assume o outro lado da moeda. Estando desempregado chega a roubar para comer. É exatamente como disse alguém que eu não conheço, alguém chamado Villegas Lópes, em uma frase que resume tudo isso: "Em Tempos Modernos não temos mais o drama de Carlitos, mas Carlitos vivendo o nosso drama".
E tem mais, não raras as vezes, o problema do desemprego, acaba colocando em segundo plano, o problema de quem tem um emprego, o qual, meio que "paradoxalmente" (no momento só consigo encontrar essa palavra explicar o quero dizer), transforma a vida do trabalhador num verdadeiro inferno, porque as organizações das empresas ou as políticas de trabalho, mesmo as estatais, só se preocupam em multiplicar a quantidade de seus produtos, a fim de tirar vantagem em tudo, mas não dão a mínima para felicidade de quem os produz!!!!!!!!!!

Eu quero banheira de diva (de graça)!!!!! E maquininha de costura (fôfa, igual a da Leleca)!!! Pra costurar minhas idéias secretas e meus planos e sonhos malucos... afinal de contas, não tem jeito, alguém nessa casa vai ter que trabalhar!


Esta é a maquininha fôfa da Letícia - A Original!


... por falar em sonhos... meu Deus do céu, tenho que dormir!!!

bjo de boa noite e sonhos malucos pra todo mundo!
















terça-feira, 4 de agosto de 2009

Deus é paciência. O contrário, é o diabo.

"(...) Estremeço. como não ter Deus? Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas, se não te mDeus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar - é todos contra os acasos. Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois no fim dá certo. Mas, se não tem Deus a gente não tem licença de coisa nenhuma! Porque existe dor.


Dor não dói até em criancinhas e bichos, e nos doidos - não dói sem precisar de se ter razão nem conhecimento? E as pessoas não nascem sempre? Ah, medo tenho não é de ver morte, mas de ver nascimento. Medo mistério. O senhor não vê? O que não é Deus, é estado do demônio. Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver - a gente sabendo que ele não existe, aí é que ele toma conta de tudo. O inferno é um sem-fim que nem não se pode ver. Mas a gente quer céu é porque quer um sem fim: mas um fim com depois dele a gente tudo vendo.

Se eu estou falando às flautas, o senhor me corte. Meu modo é este. Nasci para não ter homem igual eme meus gostos. O que eu invejo é a instrução do senhor... " (Riobaldo em Grande Sertão)

Sobre a morte

"O cortejo dos baianos dava parecença com uma festa. No sertão, até enterro simples é festa.

Às vezes eu penso: seria o caso de pessoas de fé e posição se reunirem, em algum apropriado lugar, no meio dos gerais, para se viver só em altas rezas, fortíssimas, louvando a Deus e pedindo glória do perdão do mundo. Todos vinham comparecendo, lá se levantava enorme igreja, não havia mais crimes, nem ambição, e todo sofrimento se espraiava em Deus, dado logo, até à hora de cada uma morte cantar. Raciocinei isso com compadre meu Quelemém, e ele duvidou com a cabeça: - 'Riobaldo, a colheita é comum, mas o capinar é sozinho...' ciente me respondeu."

e Riobaldo continua....


(...) O que mais penso, testo e explico: todo-o-mundo é louco. O senhor, eu, nós, as pessoas todas. por isso é que se carece principalmente de religião: para se desendoidecer, desdoidar. Reza é que sara da loucura. No geral. Isso é que é salvação-da-alma... Muita religião, seu moço! Eu cá, não perco ocasião de religiaão. aproveito de todas. Bebo água de todo rio... Uma só, pra mim é pouca, talvez não me chegue. (...) Tudo me quieta, me suspende, qualquer sombrinha me refresca. Mas é só muito provisório. Eu queria rezar - o tempo todo.


Olhe: tem uma preta, Maria Leôncia, longe daqui não mora, as rezas dela afamam muita virtude de poder. Pois a ela pago, todo mês - encomenda de rezar por mim um terço, todo santo dia e, nos domingos um rosário. Vale, se vale. (...) E estou, já mandei recado para uma outra, do Vau-Vau, uma Izina Calanga, para vir aqui, ouvi de que reza também com grandes meremerências, vou efetuar com ela trato igual. Quero punhado dessas me defendendo em Deus, reunidas de mim em volta...


Viver é muito perigoso... querer o bem com demais força, de incerto jeito, pode já estar sendo se querer o mal, por principiar. (Riobaldo em Grande Sertão)

Ouvindo Riobaldo dizer...


"O senhor sabe: eu toda a minha vida pensei por mim, forro, sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. diverjo de todo mundo... Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa. O senhor concedendo eu digo: para pensar longe, sou cão mestre - o senhor salte em minha frente uma idéia ligeira, e eu rastreio essa por fundo de todos os matos, amém!!!

Olhe: o que devia de haver, era de se reunirem os sábios, políticos, constituições, gradas, fecharem o definitivo a noção - proclamar por uma vez, artes, assembléias, que não tem diabo nenhum, não existe, não pode. Valor de lei! Só assim davam tranquilidade boa à gente. Por que o governo não cuida?!

Ah eu sei que não é possível. Não me assente o senhor por beócio. Uma coisa é por idéias arranjadas, outras é lidar com país de pessoas, de carne e sangue, de mil-e-tantas misérias... Tanta gente - dá susto saber - e nenhum se sossega: todos nascendo, crescendo, se casando, querendo colocação de emprego, comida, saúde, riqueza, ser importante, querendo chuva e negócios bons... (...) Ou a gente tece de viver no safado comum, ou cuida só de religião só. eu podia ser padre sacerdote, senão chefe de jagunços; pra outras coisas não fui parido. Mas minha velhice já principiou, errei de toda conta. E o reumatismo... Lá como quem diz: nas escorvas. Ahã."


(Grande Sertão Veredas- Guimarães Rosa)