quinta-feira, 25 de junho de 2009

Reeeeesspeitável Público!!!!

"Amigos,
estamos em um momento importante na campanha contra animais em circos. Os projetos de lei que pedem a proibição de circos com animais em todo Brasil estão na Comissão de Constituição e Justiça na Câmara dos Deputados. Mas no Senado foi apresentado pelo senador Álvaro Dias, do
Paraná, um projeto que propõe o registro de circos no Ministério da Cultura e a regularização dos animais. É um absurdo! O senador está muito equivocado, pois fala em manter os animais em circos sem causar maus tratos aos mesmos! E na justificativa fala da importância dos animais de circo para as crianças! Será que para o Senador educar é mostrar elefante em cima de um banquinho ou tirar um filhote recém nascido de sua mãe desesperada, pois é o que acontece com os chimpanzés e outros animais.
Vamos entrar em contato com o Senador Álvaro Dias e falar sobre a realidade dos animais mantidos nos circos e como eles são explorados e submetidos a situações cruéis - treinamento a base de estimulo doloroso, privação de comida e confinamento em jaulas e acorrentados. Vamos solicitar ao senador a retirada do 397/03 e modificá-lo. É importante ressaltar que não somos contra os circos e sim a favor do respeito aos animais. Somos a favor do circo moderno com artistas criativos e de talento. Um circo sem animais explorados e subjugados pelo sofrimento.
Abraços, Andréa LambertANIDA - Rio de Janeiro"


Tô com a Andréia e não abro! Circo sim, animal não!!!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A formiga só trabalha porque não sabe cantar

" Ai que prazer

não cumprir um dever
ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta.
a distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
que venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, músicas, o luar, e o sol que peca
só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca..."
(Fernado Pessoa - Liberdade)



Ando com tanta preguiça. Preguiça de fazer ginástica, de estudar, de preocupar com erros de português, de fazer contas, de ir até o banco, de dar satisfação, de encarar os defeitos, de saber que mesmo que se esforce algo vai dar errado...


A preguiça não é uma característica estritamente humana, na natureza muitas vezes é uma forma de preservar energia por longos períodos

domingo, 14 de junho de 2009

Sentimento do dia...


Que essa semana as energias se renovem...

O que eles querem mesmo é reclamar!



... eu não vou mais ficar ouvindo distraido eles falarem deles e do que eles fariam se fosse com eles, e o que eles não fazem de jeito nenhum, como se interessasse a qualquer um. Eles são: As pessoas. As pessoas todas, fora os mudos. Se eles querem falar de mim, de nós, de nós dois, falem longe da minha janela, por favor, se for para falar do meu amor. Eu agora só escuto rádio, vitrola, gravador. Campainha, telefone, secretária eletrônica eu não ouço nunca mais, pelo menos por enquanto. E estamos conversados!!!!
do grande Arrrrrrrrnaldo Antunes!!!!

domingo, 31 de maio de 2009

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."

"Estou cego." Este é o grito do primeiro personagem que aparece na obra "Ensaio sobre a cegueira" do Saramago, e que foi filmada pelo Fernando Meirelles e estreiou no cinema em setembro do ano passado. Meu Deus do céu, acabei de ver o filme agora e tô mal. Certamente vou ficar com ele na cabeça por uns bons dias, pensando toda hora nas cenas... impactuantes e chocantes. Na verdade nem são bem as cenas q são assim, é a abordagem mesmo dos fatos. Que podridão! Que doença! Uma verdadeira merda de gente, de vida e de mundo! Emporcalhamentos a parte, a música é do grupo Uakti, maravilha!!! Aqueles barulhinhos enchendo os ouvidos daquela gente cega num mundo branco e imundo... como Meireles consegue ter idéias assim, Uakti no Ensaio Sobre a Cegueira... Só esses caras mesmo!

O negócio é q o filme é uma porrada e eu tô incomodada com tudo. Com a preguiça, com a ignorância, com o descaso, com a imbecilidade, com o egoismo principalmente! Egoismo é o pior. Esse negócio de querer tudo pra si, essa coisa de tirar vantagem de tudo, nem que seja uma miserazinha!Essa mesquinharia de ser só você, de viver só pra vc e foda-se o resto do mundo!
Eu ainda não li o livro, devo ler, não sei ainda quando pq minha listinhas tá do tamanho da nossa cegueira. Talvez ele venha a ser o primeiro. O próprio Saramago numa apresentação pública do livro disse o seguinte:

"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso." (José Saramago)

Enquanto assitia o filme, a "mulher do médico" me fez lembrar de outra personagem do Saramago, a Blismunda de "Memorial do Convento". Blismunda tinha a capacidade de enxergar o interior das pessoas, mas nem por isso sentia-se afortunada, pois algumas vezes tinha que ver aquilo que não queria. Da mesma maneira, a mulher do médico é a única que pode ver as belas e horrorosas imagens descritas pelo autor, seja o lindo banho de chuva das mulheres na varanda ou os cachorros que devoram o cadáver de um homem na rua. Ela não sabe se é abençoada ou amaldiçoada por poder enxergar em uma terra de cegos.

Daí a gente fica pensando... Como instaurar o pensamento mais profundo, a sensibilidade para a coexistência dos seres? Acho que o "Ensaio Sobre a Cegueira" abre os olhos para a realidade do mundo, o caos que pode se instalar a qualquer momento, as atitudes impensadas de quem está no poder tentando isolar o problema ao invés de estudá-lo. (Esta idéia inclusive me remete a Foucault, ando com saudade dele rsrs) Regras são quebradas, pois ninguém mais vê quem está agindo errado; os mais fortes abusam do poder; e o instinto de sobrevivência vai tomando conta dos homens. É a transformação do homem em animal que só vive para satisfazer seus apetites mais primitivos. A obra mostra o horror da anarquia em seu pior estado – o selvagem. Mostra o desmoronar completo da sociedade que, por causa da cegueira, perde tudo aquilo que considera como civilização.

Li no blog do Fernando Meirelles que a primeira imagem que veio na cabeça dele ao ler "Ensaio Sobre a Cegueira" foi a da nossa civilização como uma complexa estrutura, como aquelas que se formam ao acaso no jogo de pega-varetas. De repente, uma vareta é retirada (a visão) e a estrutura toda desaba. Sobre o interesse dele em filmar esta obra ele disse o seguinte:

"Me interessei por esta história porque ela expõe a fragilidade desta civilização que consideramos tão sólida. Em nossa sociedade, os limites do que achamos que é civilizado são rompidos cotidianamente, mas parece que não nos damos conta, a barbárie está instalada e não vemos ou não queremos ver. Para mim, era sobre isso o livro. A metáfora da cegueira branca ilustra nossa falta de visão. “Eu não acho que ficamos cegos”, diz um personagem. “Acho que somos cegos. Cegos que podem ver, mas não vêem”. Por quanto sofrimento precisamos passar para que consigamos abrir os olhos e ver? Essa foi a primeira questão que me coloquei ao fechar a última página. Os personagens desta história não têm nomes e nem precisam uma vez que são todos indistintos, incapazes de enxergar uns aos outros. Foi pensando no percurso de cada um deles que percebi que o desmoronamento do qual o livro fala não é necessariamente da sociedade ou da civilização, mas de cada indivíduo. Ao perder a visão, os personagens fazem o percurso da desumanização, passam a se mover pelo instinto de sobrevivência e suas vidas se resumem a comer, transar, defecar. É só o restabelecimento das relações amorosas, do afeto, do reconhecimento do outro que lhes dá a estrutura para reconstruir suas vidas e se humanizarem novamente." (Extraído do Blodg do Fernando Meirelles)

E aí eu penso que nós, seres humanos, quando despojados das facilidades modernas, parece que voltamos a ser bichos, em busca das nossas necessidades básicas, como comida, bebida e sexo. E mesmo após passar por degradações, privações e sermos humilhados, ainda somos capazes de encontrar uma maneira de termos alegria. Para provar que, apesar de tudo, ainda somos seres humanos. O "Ensaio Sobre a Cegueira" mostra a profunda humanidade dos que são obrigados a confiar uns nos outros quando os seus sentidos físicos os deixam. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas também das suas vidas espirituais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente. Uma coisa doentia e cruel. Enfim...
Só sei que no final, eu, e acredito que todo mundo que leu o livro ou assistiu o filme, termina meio tonto e se perguntando: É assim que verdadeiramente somos??? É preciso ficarmos cegos para enxergar a essência de cada um???

Que esta semana seja menos cega, que a gente possa ver, enxergar e reparar mais e melhor!


* Vou deixar uma dica de leitura pra eu não me esquecer de ler também, a Peste de Albert Camus.

Bjokas pra todo mundo, especial pro Prof. Mario Galvão e Dona Edite, que não vêem, mas enxergam e acho que reparam. Hoje me lembrei do pouco tempo que convivi com eles e me lembrei de algumas coisas que me ensinaram. Foi um prazer organizar as caixinhas de contas da estante e preencher as folhas de cheques pra comprar ração do lindo labrador branco. Como disse o prof. Mário: Aqui em casa, em terra de cegos, quem tem olho é escravo rsrs

domingo, 24 de maio de 2009

Se eu quisesse um espelho eu comprava!!!

Meu talento é minha defesa.
Minha inteligência é acaso.
Não sou criador, sintetizo.
Minha bondade é culpa.
Meu bom senso é medo.
Não sei, sugo.
Meu equilíbrio tem as deformações do que é normal.
Minha lucidez nasceu da doença.
Não sou, suo.
Minha simpatia é falta de naturalidade.
Meu galanteio é corruptor.
Não tenho gestos, tenho intenções.
Minhas admirações são inveja.
Meu espanto é covardia.
Não invento, formulo.
Minha indiferença arde de desejos.
Minha doçura é timidez.
Minha versatilidade é esquizóide.
Não planto; colho, espertamente, a emoção comum.
Não fecundo porque sou hábil.
Não educo porque sou fraco.
Não desagrado porque sou dependente. Não abalo porque sou medroso. Meu brilho é a máscara do meu vazio. Meu vazio é minha verdade. Minhas palavras são "flatus vocis". Não sou expulso porque me acomodo. Não crio porque pouco ouso. Não abro caminhos, sou mero tradutor.
Não renovo porque repito.Não ameaço porque prefiro o mais fácil. Não espanto porque me deixei amansar. Não sangro porque desisti. Meu NÃO tem disfarces demais. Meu SIM, quando será integral? Meu eufemismo é hipócrita. Não perco o emprego porque aprendi a sobreviver.
Não digo todas as minhas verdades por medo e preconceito.Não escrevo o que sei e sim o que finjo saber. Não sei, nem tudo o que finjo. Minha frase é esconderijo. Meu prestígio é minha insegurança. Minha palavra não é o "sal da terra". Minha alegria é de estufa. Meu elogio é demolidor. Não sou a imagem que projeto. Não mereço os carinhos que recebo. Não valho a sua admiração. Não sinto, sentindo, o que sinto escrevendo. Minha modéstia é arrogante.
Minha agressão é ressentimento.
Minha ironia dá úlcera.
Minha vitória é menoridade.
Não me decido a ser definitivo.
Não venci as derrotas antigas.
Não derrotei as vitórias fáceis.
Meus ideais são ambições fantasiadas.
Minha crítica é projeção.
Minha frustração escreve melhor do que eu.
Minha amargura me finge simpático.
Não consegui vencer a minha infância.
Minha coerência foi parar no sanatório.
Meu sarcasmo tem cara de anjo.
Meu riso é amortecedor, emoliente e trânsfuga.
Não sou bom, preciso da bondade.

Minha esperança e minha salvação: saber de tudo isso.
E CONFIAR E PROSSEGUIR.

(ATO LEIGO DE CONTRIÇÃO - Artur da Távola)



Texto horroroso, que mal gosto tremendo. Se eu quisesse um espelho, eu comprava!!!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Vê se eu aguento!

Meu Deus do céu, ando sem tempo, pra variar... Há dias q eu to querendo postar um monte de coisa, monte de idéia na cabeça, tanta coisa pra fazer... Enfim, tô querendo dias com 72 horas pra viver!!! Alguém pode me ceder um? Tô lá no Dia das Mães, até hoje, embora acho essa coisa de datas comemorativas uma chatisse, coisa puramente comercial mesmo! Vê se mãe vai ter dia! Mas deixa isso pra lá... críticas à sociedade de consumo a parte! Só sei que esse ano, eu fiquei tão orgulhosa, mas tanto tanto que não aguentei, vim mostrar pra todo mundo a carta q eu recebi rsrsr. Vê se eu aguento isso, gente!

"Mamãe o meu coraçaõ aperta muito por você. Eu te amo muuuuuito e você é meu presente muito querido. É muito linda, mesmo você brigando eu sempre vou te amar e você é muito divertida brinca comigo, faz eu rir ficar divertido e você é uma pessoa muito especial na nossa família e você tem dia que está meio louca. Você sempre é bonita e muito legal."


Um monte de beijo e de cheirinho nele! O gostoso mais gostoso do mundo!!! Que torna a minha vida mais suave e mais feliz!