Detalhe na xicrinha, parece que tem café com licor de nozes, flores do bosque e frutas silvestre!domingo, 3 de maio de 2009
Ainda sobre passarinhos...
Detalhe na xicrinha, parece que tem café com licor de nozes, flores do bosque e frutas silvestre!Até passarinho passa
Não conheço, além do imenso tempo, nada que tenha existido para sempre. Até o silêncio passa.
Muito, muito, muito lindo!!! "Até passarinho passa" é o título de um livro q o Pedro tá lendo na escola, pro seminário, eu, claro, não resistir e li tbm! É uma história de amor e amizade entre um garoto e um passarinho que costumava visitar sua varanda. O mais interessante, além dos incríveis trecho descritivos dos cenários e das impressões do menino sobre o passáro amigo, são os diálogos tecidos entre os dois, sempre no silêncio. Só os seus olhos conversavam. Vou transcrever alguns partes, vejam q graça:
"(...) Mas eu não encontrava sinal de tristeza na existência dos passarinhos. Todo o universo lhes parecia ser construído apenas de deslumbramentos. O norte estava onde o desejo apontava. Só exercitava as asas quando a distância era longa e o vazio muito largo. Uma bonita preguiça eu percebia em seus gestos, quase sempre. Então, esticavam as asas, abrindo-as em conchas, cobrindo a cabeça e protegendo os pensamentos como se fossem pérolas. Cada movimento dos passarinhos permanecia gravado em mim como um modelo de rigorosa criação. 
Não é uma fofura, gente. E isso é só uma amostrinha, pq o livro inteiro é assim, singelo e de uma poética profunda e cheia de sutilezas, própria do paradoxo simplicidade/complexidade característico da infância. O Bartolomeu (autor do livro) teve aqui, na Coeducar, pra conversar com as crianças sobre os livros dele, principalmente sobre esse, que é o que as crianças estão lendo. Ainda mais, abordar um tema um pouco complicado e díficil de tratar, talvez mais ainda, com as crianças, que é a questão da morte. Amei mesmo, e fico sempre tão feliz e agradecida pelos prazeres que, não raras vezes, o Pedro muito me proporciona. Esse foi um deles.
Uma semana com batidas de asas, levesa e flauta!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Nostalgia de verdade... melhores momentos
Delírios digitais, uma homenagem a Neco, Leco, Livéti, Pachá Priprisca, Leleca e Plastiquinho!!!
Neco diz: PARA O CARTAZ DA FESTA DE ENCERRAMENTO DO ESPETÁCULO DE DANÇA DO THIAGO EM SP EMPRESTEI A FOTO DE PRISCILA E LIVINHA AOS ONZE ANOS DE IDADE.PRISCILA FAZENDO O QUE MAIS GOSTA: PACHAZANDO NA PISCINAE LIVÉTI, CLARO: FUMANDO
Pachá Priprisca diz: Como se pode ver, nossas personalidades já estavam marcadas desde aquela época... A Livete sempre com "algo" na boca e eu me refrescando pachasisticamente ... como há muito não faço!!! (apesar do sol do caralho que tá nesta terra que faz fronteira com o inferno.) O que não dá pra ver na foto são os copinhos com tequila, atrás da piscina ....só pelo gosto de fazer escondido aquilo que não podíamos nem pensar.
domingo, 5 de abril de 2009
Credo, a muié pirô!
o nãodomingo, 29 de março de 2009
Conversas...
me sinto esquisita à beça usando um lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo. Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu hermafroditismo cerebral. Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos.Nossa, pareço uma metralhadora disparando informações como se estivesse preenchendo um cadastro para arranjar marido. Ponha na conta da ansiedade. A propósito, tenho marido e tenho três filhos. Sou professora, lecionei por muitos anos em duas escolas, mas depois passei a me dedicar apenas às aulas particulares, ganho melhor e sobra tempo para me dedicar à minha verdadeira vocação, que são as artes plásticas. Gosto muito de pintar, montei um pequeno ateliê dentro do meu apartamento, ali eu me tranco e é onde eu consigo me encontrar. Vivo cercada de pessoas, mas nunca somos nós mesmos na presença de testemunhas.Às vezes me sinto uma mulher mascarada, como se desempenhasse um papel em sociedade só para se sentir integrada, fazendo parte do mundo. Outras vezes acho que não é nada disso, hospedo em mim uma natureza constestadora e aonde quer que eu vá ela está comigo, só que sou bem-educada e não compro briga à toa. Enfim, parece tudo muito normal, mas há uma voz interna que anda me dizendo: "Você não perde por esperar, Mercedes." É como se eu tivesse, além de uma consciência oficial, também uma consciência paralela, e ela soubesse que não vou segurar minhas ambigüidades por muito tempo.Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope. Faz eu dizer tudo ao contrário do que penso: nessa horas não sei aonde vão parar minhas idéias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta me segurar pela nuca e eu derreto, viro pão com manteiga, sirva-se.Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua, doutor Lopes. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também." (Divã- Martha Medeiros)Cenas de ciúmes
Ouvi isso no final de um filme e bateu igual um soco no meu estômago, o nome da música é "Só deixo meu coração na mão de quem pode" - Kátia B em parceria com Fausto Fawcet, Marcos Cunha e Plínio Profeta. Descobri que tem o CD com a trilha sonora do filme, to querendo

O filme é esse: "Não por acaso" de Philippe Barcinski , ma-ra-vi-lho-so, por sinal, vale a pena assistir. Tem um roteiro super consistente, com uma luz de cinema europeu, e com uma linguagem sinples e ao mesmo tempo inovadora, de uma leveza incrível. E tem Rodrigo Santoro como um fabricante e jogador de sinuca... affffh, mais fôfolindo do que nunca!
Um bom domingo pra todo mundo, mesmo nublado e gripado.


